terça-feira, 28 de agosto de 2007

Quizás quizás quizás..

Nesta manhã acordei com uma vontade de ouvir esta música maravilhosa de Sara Montiel..


Quizás, quizás, quizás...


Conheci esta música pela trilha sonora do filme "la Mala Educacíon" do fabuloso Pedro Almodóvar.




Minha cena predileta deste filme é quando o personagem Juan, vivido por Gael Garcia Bernal, um "transexual", q rouba a identidade de seu irmão uma Travesti, com o intuito de vender sua trágica história para Enrique, diretor de cinema, q foi o grande amor de infância da mesma.

Nesta cena q vos falo Juan está como Zahara sua personagem transexual; Dublando esta linda música de Sara Montiel, Quizás, quizás, quizás..

O mais engraçado é q ao colocar esta música q me trás diversos sentimentos, minha Avó q varria a sala com dificuldade, parou me olhou e começou a cantar a música junto comigo e Sara montiel..rs
Foi uma cena digna dos filmes de Pedro Almodóvar sem dúvidas!

Guardarei mais esta lembrança para toda vez que ouvir essa música.

Para quem não conhece o filme segue a sinopse:

Enrique recebe a visita de Ignácio, um amigo dos tempos no colégio de padres, e também seu primeiro amor. Após 16 anos de separação, Ignácio traz a Enrique, agora diretor de cinema, um relato sobre o período em que viveram sob os abusos do padre Manolo, professor do colégio onde estudavam, para ser transformado em filme. A partir daí se inicia uma viagem por diferentes momentos no tempo e em planos reais e fictícios.Mais uma vez Almodóvar evoca a metalinguagem no uso do "filme dentro do filme", mas sem a ternura que havia em "Fale com Ela". Aqui é o suspense e o noir que definem a narrativa. Apesar de desagradar a maioria da crítica em todo o mundo, que em relação a Almodóvar naturalmente se torna cada vez mais exigente, "Má Educação" traz todos os elementos que caracterizam o seu trabalho, e não deixa de ser mais uma obra para deleite dos público que o admira.


No fim de minha página, Entre meus links prediletos está "Todo sobre Pedro Almodóvar" é o site oficial no Brasil sobre Pedro Almodóvar, lá se encontra toda a história do talentoso diretor de cinema, suas obras, curiosidades e trilhas sonoras, uma ótima dica para quem gostaria de conheçer melhor o trabalho deste "Gênio".

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

O DOM DE PREVER!

Certamente muitos já sentiram oq vou lhes confidenciar..
Pois bem, pressentimento..
Todos nós temos, em alguns mais aflorado em outros nem tanto..
Algumas pessoas preferem chamar de coicidência, ou preferem não acreditar..
Eu era uma dessas pessoas, q sempre tinha esses tais pressentimentos e não dava a mínima importância, achava bobagem ou coisas da minha cabeça..É daí q começa o motivo deste meu texto.
Sabe quando vc está de saída e sua mãe lhe diz:
-Filho leva o guarda-chuva..
Você retruca:
-Pra quê mãe, está um dia lindo.
Sua mãe insite:
-Mas vai chover..
-Não vai não, olha o sol q está lá fora.
-Você q sabe..

Pois é nem preciso dizer oq aconteçe neh..
Mãe falou já viu, é batata!
Mas não são somente as mães q tem este ou outros tipos de pressentimentos..
Eu mesmo Leonardo El Hireche, Brasileiro, solteiro.. tenho diversos!
alias são tantos q foi difícil me acostumar..
Hj em dia já passam desapercebidos..
Situações como estar escovando os dentes, me olhando no espelho da pia, meu o celular ao lado.. derrepente me vem uma espécie de sinal, O Victor vai me ligar!
Mal termino a frase o celular toca, quem é? O Victor!
Ou estar pronto para sair, e algo me diz não vá! se fosse um tempo atrás pensaria ahhh é besteira e iria mesmo assim..mas de tanto quebrar a cara aprendi a ouvir essa voz q me sussurra ao pé do ouvido, não sei lhe dizer oq é, quem é ou como é, só sei q sinto..
E hj em dia a sigo fielmente.
Uma ocasião mais recente e digamos marcante, Foi na comemoração do aniversário de dois amigos, todos meus amigos estariam presentes e apesar da imensa vontade de ir a tal voz me susurrava NÃO VÁ!
Depois de decidido a não ir, mas com a insistência de amigos e dos aniversáriantes, decidi ir.
Vale ressaltar q estava ótimo, emocionalmente e fisicamente falando.
Brunno, um amigo chega a minha casa para irmos juntos, deixa sua bolsa em minha casa e vai até o salão de beleza próximo a minha casa, onde sua mãe trabalha fazer as unhas..
Fui tomar banho, relaxei em baixo do chuveiro, após terminar fui para meu quarto me aprontar.
Esperimentei uma roupa, outra e outra e nada estava bom, começei a sentir frio, meu rosto começou a pegar fogo, meus olhos lagrimejavam e meu corpo pedia cama, em questão de minutos estava "doente"..
E a tal voz me dizendo NÃO VÁ!
Brunno retorna a minha casa para irmos juntos, logo q chega nota meu semblante e diz:
-Nossa Léo como vc está abatido.

Eu lhe disse q não ia mais, estava realmente impossibilitado de sair de casa.
O mais engraçado é q logo após ele sair, me deitei e adormeci..tive sonhos confusos, imagens destorcidas..nada com nada..
Acordei como pijama e o lençol molhados de suor..
Mas acordei bem, disposto.

Brunno havia deixado sua bolsa e outros pertences em minha casa para pegar no dia seguinte.
Quando chega para busca-los me conta fatos q fiquei pasmo em saber, naquela noite houve briga, discussões e até agressão..
e apesar de eu não estar presente os fatos ocorridos envolviam em foco a minha pessoa.
Agora lhes pergunto, será q realmente era para eu ter ido a essa festa?
E lhes pergunto mais, será q essa voz q difícilmente erra, vendo q eu não a escutava me fez "adoeçer" para q eu ficasse em casa para minha própria segurança?
É não sei..
Só sei q tenho a agradeçer a essa voz q me acompanha, Seja ela um anjo, um mentor, um pressentimento ou oq for..

Ela sim sabe oq é bom ou não para mim!

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

JOSÉ

E agora, José? A festa acabou,a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? e agora, Você? Você que é sem nome, que zombados outros, Você que faz versos, que ama, protesta? e agora, José? Está sem mulher, está sem discurso, está sem carinho, já não pode beber, já não pode fumar, cuspir já não pode, a noite esfriou, o dia não veio, o bonde não veio, o riso não veio, não veio a utopia e tudo acabou, e tudo fugiu e tudo mofou, e agora, José? E agora, José? sua doce palavra, seu instante de febre, sua gula e jejum, sua biblioteca, sua lavra de ouro, seu terno de vidro, sua incoerência, seu ódio, e agora? Com a chave na mão quer abrir a porta, não existe porta; quer morrer no mar, mas o mar secou; quer ir para Minas, Minas não há mais. José, e agora? Se você gritasse, se você gemesse, se você tocasse, a valsa vienense, se você dormisse, se você cansasse, se você morresse.... Mas você não morre, você é duro, José! Sozinho no escuroqual, bicho-do-mato, sem teogonia, sem parede nua para se encostar, sem cavalo preto que fuja do galope, você marcha, José! José, para onde?

(Carlos Drummond de Andrade)